Donanemabe | Novo medicamento infusional para Doença de Alzheimer

Donanemabe para Alzheimer

Donanemabe | Novo medicamento infusional para Doença de Alzheimer

O Donanemabe é um medicamento em estudo para o tratamento da Doença de Alzheimer, especialmente em fases iniciais. Ele pertence a um grupo de remédios chamados anticorpos monoclonais, que têm como alvo uma proteína chamada beta-amiloide, acumulada no cérebro de pessoas com Alzheimer e responsável por parte dos sintomas da doença. A ideia é que, ao reduzir esse acúmulo, seja possível retardar a progressão dos problemas de memória e cognição.

Os estudos clínicos mostraram que o Donanemabe pode diminuir a velocidade do avanço da doença em comparação com placebo. Pacientes que receberam o medicamento tiveram menos piora na memória, na capacidade de realizar atividades do dia a dia e na orientação espacial. Isso não significa cura, mas representa um passo importante na busca por tratamentos que realmente atuem sobre as causas da doença e não apenas nos sintomas.

Existem critérios clínicos bem estabelecidos sobre qual tipo de paciente pode ter benefício com o tratamento. Ou seja, não funciona para todos os casos. Sendo necessária uma consulta médica para entender se essa medicação pode ajudar para o seu caso Apesar dos resultados animadores, o Donanemabe também traz riscos. O principal é o chamado ARIA (edema ou micro-hemorragias no cérebro), que precisa ser monitorado com exames de imagem durante o tratamento. Por isso, não é indicado para todos os pacientes: é necessário avaliar com cuidado quem pode se beneficiar e quem tem mais risco de complicações.

Atualmente, o Donanemabe está aprovado para utilização no Brasil e os primeiros casos já estão em tratamento! Com sua aprovação pela ANVISA, já é possível fazer o tratamento em regime particular. Ainda não está disponível de forma ampla no Brasil para convênios e SUS, mas já representa uma esperança real de que possamos oferecer aos pacientes com Alzheimer inicial um tratamento capaz de modificar a evolução da doença.

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Dr. Lauro Sideratos

Acredito que condições neurológicas crônicas são complexas e rodeadas de mitos e dúvidas, e por isso devem ser tratadas de modo incremental.